domingo, 22 de março de 2015

Mitos e Verdades sobre a Castração / Esterilização

Este é ainda um assunto bastante polémico. Há quem veja vantagens e nem sequer imagine outra hipótese, mas há quem ache uma crueldade para o animal.

Na data em que a nossa Maria foi adotada, já vinha com a data de esterilização marcada! Foi uma das condições previamente acordadas.

Há uns meses perdi uma companheira de 12 anos de vida devido a um cancro que poderia ter sido evitado com uma esterilização atempada... Mas por falta de informação, e muitas opiniões (que hoje questiono) de alguns veterinários, acabámos por achar que essa não seria uma situação necessária... Muito lamento (nem imaginam o quanto...) não ter tido esta informação mais cedo....


Então vamos lá a algumas das perguntas mais frequentes que encontrei no site da União Zoofila.

"A castração deixa o animal gordo"
Falso. A castração pode causar aumento do apetite, mas se a ingestão de alimento for controlada e o dono não ceder às vontades do animal, o peso será mantido. Observa-se que animais castrados quando jovens, antes de completar 1 ano de vida, apresentam menos sinais de aumento de apetite e menor tendência de se tornarem obesos. A obesidade pós castração é causada, na maioria das vezes, pelo dono e não pela cirurgia.

"A castração deixa o animal apático"
Falso. O animal fica letárgico após a castração apenas se adquirir muito peso. Gordo, ele vai-se cansar facilmente e não terá a mesma disposição. A letargia é consequência da obesidade e não da castração em si. Os animais na fase adulta vão, gradualmente, diminuindo a actividade. Muitos associam erroneamente esse facto à castração.

"A castração mutila o animal, é uma cirurgia cruel!"
Falso. A cirurgia de castração é simples e rápida e o pós operatório bastante tranquilo, principalmente em animais jovens. É utilizada anestesia geral e o animal já está ativo 24 horas após a cirurgia. Não há nenhuma consequência maléfica para o animal que continua a ter vida normal.

"A castração evita o cancro na fêmea"
Verdadeiro. As fêmeas castradas antes de 1 ano de idade, têm uma hipótese bastante reduzida de desenvolver cancro de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade de cancro de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio. Retirar o útero anula a possibilidade de problemas uterinos bastante comuns em cadelas após os 6 anos de idade, cujo tratamento é cirúrgico, com a remoção do orgão.

"O macho castrado não tem interesse pela fêmea"
Falso. Muitos machos castrados continuam a ter interesse por fêmeas, embora ele seja menor comparado a um animal não castrado. Se o macho é castrado e há uma fêmea com cio na casa, ele pode chegar a cruzar com ela normalmente, sem que haja fecundação.

"A castração evita que os machos marquem o território em casa"
Verdadeiro. Uma característica dos machos é marcar o território com a urina. Se o macho, cão ou gato, for castrado antes de uma ano de idade, ele não marcará o território na fase adulta.

"Deve-se castrar a fêmea após ela ter tido crias"
Falso. Ao contrário do que alguns pensam, a cadela não fica "frustrada" ou "triste" por não ter tido filhotes. Essa é uma característica humana que não se aplica aos animais. Se considerarmos a prevenção de cancro em glândulas mamárias, esta será 100% eficaz, segundo estudos, se efectuada antes do primeiro cio.

Porque devemos castrar os machos?

  1. Evita fugas.
  2. Evita o constrangimento de cães "agarrando" em pernas ou braços de visitas.
  3. Evita a marcação do território (xixi fora do lugar).
  4. Evita a agressividade motivada por excitação sexual constante.
  5. Evita tumores testiculares.
  6. Evita o aumento do número de animais de rua.
  7. Evita a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxo-femural, catarata juvenil, etc.. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças).

Se levarmos em conta quantas vezes um animal macho terá oportunidade de acasalar durante toda a sua vida reprodutiva, seria mais conveniente diminuir sua atracção sexual pelas fêmeas, através da castração. O animal "inteiro" excita-se constantemente a cada odor de fêmea no cio, sem que o acasalamento ocorra, ficando irritado e bastante agitado, motivando a fuga de muitos.

Porque devemos castrar as fêmeas?

  1. Evita acasalamentos indesejáveis, principalmente quando se tem um casal de animais de estimação.
  2. Evita o cancro nas glândulas mamárias na fase adulta.
  3. Evita piometra (grave infecção uterina) em fêmeas adultas.
  4. Evita as "gravidezes psicológicas" e suas consequências como infecção das tetas.
  5. Evita cios.
  6. Evita o aumento do número de animais de rua.
  7. Evita a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxo-femural, catarata juvenil, etc.. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças)

É errado o conceito de que a castração só deve ser feita em cadelas de rua.

Se o proprietário não tem intenção de acasalar sua fêmea, seja ela de raça ou não, é desnecessário enfrentar-se cios a cada 6 meses, riscos de gravidez indesejável e, principalmente doenças como cancro de mama e piometra. A castração garante uma vida adulta bastante saudável para as fêmeas e tranquila para os donos.


Consulte esta e outras informações em: http://www.uniaozoofila.org/

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